Tu sempre foste uma e sempre foste minha
ainda quando a cor e a forma tua se fundiam
com outra forma e cor que tu não tinhas
Por isto é que te falo de umas coisas
que não lembras nem nunca lembrarias
de tais coisas entre mim e ti
ainda quando tu não me sabias
e dividida em outras te mostravas
e assim dispersa me ouvias
Eu sei quando te amo
é quando com teu corpo eu me confundo
não apenas nesta mistura de massa e forma
mas quando na tua alma eu me introduzo
e sinto que meu sangue corre em ti
e tudo que é teu corpo
não é que um corpo meu
que se alongou de mim
Trabalhar os músculos e melhorar a postura faz um bem danado ao corpo e à alma. E ajuda a desintoxicar o corpo. Além de oxigenar as células, eles massageiam os órgãos internos e estimulam o sistema linfático, que tem papel fundamental na liberação das toxinas e dos líquidos retidos. Dá para começar com atividades aeróbicas leves, como caminhada e natação, de três a cinco vezes por semana, durante 20 minutos. A duração e a intensidade devem ser aumentadas conforme o organismo se fortalecer. Mesmo caso dos alongamentos, realizados antes e ao final do treino para melhorar o fluxo energético do corpo e o funcionamento do fígado, que tem a função de purificar o sangue.
Pra falar de amor, em época comercial de Dia dos Namorados, abaixo, reproduzo dois textos, de um homem e uma mulher, sobre 'Memórias de uma noite inesquecível'. Eles foram convidados pela revista Cláudia (Editora Abril) para escrever. E saiu o que vc confere aí no texto de Antonio Prata e Magali Moraes, respectivamente.

SALTO ALTO
Bem que ela leu em algum lugar que o ponto G da mulher é o cérebro. Foi só ouvir aquela frase para o sexo automático de uma noite de terça ser promovido a pura sacanagem:
- Não tira o sapato...
Como ela não tinha pensado nisso? Um fetiche assim, sem mais nem menos! A lingerie mais cara do mundo não conseguiria ser tão provocante no momento. Então o escarpim que ela usou um milhão de vezes, já levemente desgastado na ponta e com a borrachinha do salto precisando de conserto, ainda mantinha seu sex appeal. Quinze centímetros de prazer. Bico fino e sensual. Couro preto e devasso -- ih, será que era couro mesmo? Impossível não lembrar que o velho escarpim de guerra fora seu parceiro fiel em tantas reuniões chatas, nas rapidinhas até o supermercado, no enterro da tia Inês semana passada.
- Sério?
- Sério.
Hummm. O poder de um salto alto no imaginário masculino! Quanto mais o escarpim cobria seus pés, mais ela se sentia nua. Os dois ainda nem haviam iniciado os trabalhos e o seu cérebro já se contorcia todinho. Impressionante como uma terça-feira que começou com "tira os cotovelos da mesa" e "eu falei para tirar os pés daí" poderia terminar com um sexo tão gostoso. Cadê as crianças? E a louça para botar na máquina? Sei lá, essas preocupações só fazem sentido em um ambiente familiar, não no motel de beira de estrada em que o apartamento acabava de se transformar.
- Não tiro o sapato se você nunca mais tirar as mãos de mim...
Hummm. O poder de uma boa pegada. Olha só como a rotina e as contas vencidas atrapalham um relacionamento! Mãos para cá, bocas para lá. E ela pensando que nenhuma caixa de leite faltando na despensa tem o direito de afastar duas pessoas que se amam.
Hummm. Onde eles estavam mesmo? Transando como nos velhos tempos. E não é que ele continuava tarado? Ou sempre foi e o vazamento da pia, inacreditavelmente, havia desfocado sua atenção. Naquela noite, tudo era cama redonda: o braço retangular do sofá, o banquinho quadrado da cozinha, o teto da sala que refletia sombras como se fosse um espelho. Quando eles finalmente chegaram ao quarto, o safado do escarpim pisoteou as fronhas limpas, chutou os travesseiros, rasgou o lençol e -- sabe-se lá como -- acertou a dicróica da mesinha de cabeceira.
Eles nem perceberam que o filho levantou, foi ao banheiro fazer xixi e voltou sonâmbulo para a cama. Nem perceberam que os vizinhos de baixo ouviram tudo. Dormiram já com a luz do sol espiando pelo buraco da fechadura. Amontoados num só lado da cama, como se a king size fosse um colchãozinho de solteiro.
Que delícia acordar no outro dia e cada um juntar os braços e pernas que eram seus. O melhor de tudo foi na hora do banho, quando ela lembrou que as liquidações de sapatos estavam começando.
Magali Moraes
O que você acha? Mande sua opinião em nosso fórum.
PROMESSA
Antonio Prata
"Não senti vontade de pular em cima e beijá-la, nem aquela afobação que a gente já não sabe se é desejo ou consumismo. Eu estava calmo. O amor é calmo."

"Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus - enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor.
Quando cheguei ao bar e a vi, rodeada de rostos conhecidos; quando sentei, sorrindo, depois de dar oi a todos e falando alguma dessas bobagens que a gente fala ao chegar, e os outros riem, e nos sentimos acolhidos na turma de cinco amigos em meio a dezoito milhões de desconhecidos; não percebi o que estava para acontecer. Achei-a bonita, ponto. E pensei - no momento em que puxava a cadeira para sentar-me - quem é essa moça bonita que eu não conheço, em meio aos outros que conheço tanto?
A primeira impressão é a que fica - para trás. Pelo menos no meu caso. A imagem inicial que tenho de pessoas e lugares não tem nada a ver com a que se constrói depois de um tempo. Se naquele momento me perguntassem, portanto, o que eu achava da menina bonita, não iria me derreter em superlativos. Mas quando ela sorriu pela primeira vez, e a curva do sorriso foi abrindo caminho pelas bochechas e apontando para cima, em direção a dois olhões pretos e inteligentes, pensei assim: eu poderia amar essa mulher.
Não, não foi amor à primeira vista. Eu não estava loucamente atraído por ela, nem apaixonado. Não senti vontade de pular em cima e beijá-la imediatamente, nem aquela afobação que a gente já não sabe se é desejo ou consumismo, tipo: preciso dela imediatamente. Eu estava calmo. O amor é calmo.
Eu seria uma besta se dissesse que vi nos olhos dela a mesma perspectiva. Não vi. Aliás, mulher não é assim tão boba de dar bola em cinco minutos de conversa. O que reparei foi que ela me olhava curiosa: quem é esse cara que chegou? O que ele faz? O que ele pensa das coisas? E não houve uma frase que eu tenha dito naquela noite, um gesto que eu tenha feito, que não tenha sido, mesmo que indiretamente, para ela. Tomei cuidado para não deixar transparecer. (Nada menos atrativo, ao errarmos na dose, que o desejo). Mas ela soube - e vi que gostou daquela atenção, tão exagerada quanto disfarçada.
Desculpe dizer, impaciente leitora, que não aconteceu nada de concreto. Nem beijos, nem champanhe, arranhões ou lençóis. Alguns chopes, algumas risadas arrancadas a fórceps com minhas piadas (e comemoradas como gols do Brasil, internamente) e, tenho certeza - no final eu tive certeza - uma mútua promessa de amor.
Eu poderia contar outras histórias, mais felizes e intensas, mas não valeriam a pena. Nós inflacionamos a felicidade. Ela está por aí, gasta, em propagandas de Campari, em outdoors de pasta de dentes, em livros, filmes, melodias e novelas das 6. Nenhuma felicidade real chega aos pés dessa que criamos. A única felicidade possível, acredito, é a promessa de felicidade. Já não há mais espaço para happy ends. Só para happy beginings".

Saber de onde vieram seus ancestrais, se a sua família é resultado de várias "misturas", como é comum no Brasil, saber quanto tem de ancestralidade européia, africana e ameríndia. E mais, se fosse possível rastrear na África ou na Europa os seus parentes mais distantes do lado materno e paterno, gostaria de saber onde eles viveram?
Tem um jeito pra isso. Como fez com nove brasileiros famosos, a BBC vai oferecer a um leitor, de qualquer etnia, mas brasileiro e residente no país, a oportunidade de fazer exames de DNA que indicam a origem geográfica de seus ancestrais. Para descobrir qual é a sua composição genética, é preciso preencher um formulário e enviar um texto à BBC Brasil - de no máximo 100 palavras - dizendo por que para você é tão importante rastrear as suas origens. Acesso pelo site www.bbcbrasil.com. Uma pessoa apenas será escolhida.
A enquete, realizada pela MTV britânica antecipando a estréia da versão local do programa Pimp My Ride, também exibido no Brasil, mostrou ainda que 55% dos entrevistados consideram seus carros como prioridade em suas vidas.
Apenas 16% deles colocaram suas namoradas no primeiro lugar da lista.
A sondagem entrevistou mil donos de carros da Grã-Bretanha, com idades entre 16 e 24 anos.
Linhas femininas
A pesquisa concluiu ainda que os homens querem que seus carros "reproduzam" o corpo de suas mulheres ideais, pois muitos admitiram que se atraem pelo design mais feminino de alguns modelos.
No entando, 75% dos entrevistados disseram preferir as formas de uma Ferrari às curvas da atriz britânica Kelly Brook.
Os britânicos revelaram também que passam, em média, 4 horas e 29 minutos por semana fazendo pequenos reparos, polindo e "enfeitando" seus carros - em comparação com a média de 3 horas e 42 minutos dedicadas aos cuidados com o próprio visual.
Por fim, 67% dos homens disseram preferir o ronco de um possante motor V8 contra 33% que gostariam mais de se aninhar ao som do ronronar de uma mulher.
Ingleses não têm mais nada pra fazer, além de pesquisas desse tipo?
| language=javascript>OAS_AD('x96'); |
Álbum conceitual, um dos pioneiros na combinação de rock com eletrônica, o terceiro mais vendido em todos os tempos, Dark Side of the moon, chegou ao público pelos palcos, antes de ser gravado, entre junho de 1972 e janeiro de 1973. Com dez faixas cheias de efeitos sonoros de grande impacto e mediações instrumentais de longa duração, procedimento típico do rock progressivo, o disco, todo mundo sabe, abre com o som de um coração pulsando, que se mistura ao tilintar de caixa registradora, tique-taque de relógio, falas, risos e culmina com um grito feminino em Speak to me. “Eu achava que o álbum precisava de uma espécie de abertura”, disse Waters. O caos inicial dá lugar à calmaria momentânea de “Breathe” para retornar na instrumental On the run.
“Tentando descobrir como funcionava o seqüencer (VCS3), toquei alguma coisa nele e acelerei. Isso acrescentou uma certa tensão”, comentou Waters. Time veio da preocupação dele com o amadurecimento, aos 29 anos. A reprise de Breathe, como vinheta, tem efeito emocional para o estágio de The great gig in the sky. Sem letra, pontuada pelo canto de Clare Torry em vocalise, e com inserções de trechos de um discurso bíblico, foi inspirada no medo da morte - um dos temas centrais do álbum, que também alude às guerra, loucura, alienação e paranóia. “Money”, além da caixa registradora, teve até sons de sacos reais de dinheiro batendo no chão. “Cada som tinha seu próprio loop que nós tivemos de medir, usando um regulador, para mantê-los no tempo certo.”
Foi no festival de 1967
O tropicalismo significava uma abertura para todos os tipos de linguagens, de idéias e de componentes não-musicais que integrariam a música brasileira a partir dali. E a ala mais reacionária, inclusive dos estudantes, estranhou aquilo tudo.
Esse reacionarismo fora do comum deu ainda mais força para o movimento, a ponto de Caetano encerrar sua apresentação com aquele discurso tão contundente, resumido na frase 'Se vocês forem para política como são para estética nós estamos feitos!'"
Ainda que as grandes controvérsias, inclusive no palco, tenham eclodido no festival de 1968, que durou dois meses, entre novembro e dezembro, o de 1967 permanece cotado como o mais importante do ponto de vista musical. As canções nele apresentadas continuam no gosto popular, e a audiência da Record ainda é a maior de todos os tempos: com 97 pontos no Ibope, a final entrou para o Guiness Book e nunca mais foi superada.
Venceu Chico Buarque de Holanda com "A Banda", cantada por Nara Leão. Venceram também Geraldo Vandré e Théo de Barros com "Disparada", interpretada por Jair Rodrigues.
Mais que uma disputa, foi uma festa - e com trilha sonora da melhor qualidade. A cultura dos festivais da canção se consolidava naquela final, tão eletrizante quanto justa. Começava ali um novo ciclo da música brasileira, cujo apogeu criativo se daria no ano seguinte.
Em 1967 entrou em vigor a Lei de Segurança Nacional, em que a ditadura militar apertava o cerco sobre o país - entre os crimes previstos estava o de "guerra psicológica", no qual poderiam ser enquadrados aqueles que discordassem publicamente do governo. Mesmo assim, uma safra raríssima de compositores e intérpretes não se intimidou.
Foi à TV em outubro defender com sangue, suor e lágrimas um repertório capaz de mudar o país. "Ponteio", "Domingo no Parque", "Roda Viva" e "Alegria, Alegria" foram as quatro primeiras colocadas em um festival que chegou ao fim com Roberto Carlos na quinta posição.
Ainda hoje, a força daquele momento reverbera nas canções que o tempo não cala. Mas, se parece inimaginável que Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Edu Lobo possam competir entre si, o fato é que 40 anos atrás isso aconteceu. Foi exatamente assim que nasceu a MPB.
Da TV para o disco
É verdade que a sigla para "música popular brasileira" já existia àquela altura. Ela batizava inclusive o grupo que acompanhou Chico Buarque em "Roda Viva" e outras canções, o MPB-4. Só que as três letrinhas serviam para abreviar um baita nomão, que soma dez sílabas e que era usado indistintamente para todo tipo de música cantada no país, da chula dos pampas ao baião nordestino.
Tudo o que não fosse erudito era música popular brasileira. A chegada da geração de compositores da qual hoje faz parte o atual ministro da Cultura, Gilberto Gil, deu outro significado àquela sigla. Produto de seu tempo, a MPB se depurou intuitivamente a partir da convergência dos vários elementos sonoros que perpassavam todo o cancioneiro nacional. Até que virou um gênero autônomo.
Na Inglaterra, em julho
A Bloomsbury, a editora de "Harry Potter", anunciou que 21 de julho será a data de lançamento do sétimo e último livro da série, "Harry Potter and the deathly hallows" (cujo título provisório brasileiro é "Harry Potter e as insígnias mortais").A autora da série, a inglesa JK Rowling, já havia escrito em seu site oficial que está compondo cenas que havia imaginado 12 anos atrás. Segundo a Rocco, editora de "Harry Potter" no Brasil, ainda não há previsão da data de lançamento de "As insígnias mortais" no país. O livro só começa a ser traduzido após o original chegar às prateleiras britânicas.
Todos os títulos da série venderam mais de 300 milhões de livros no mundo inteiro, sendo que "Harry Potter e o enigma do príncipe", o mais recente da saga, lançado em 2005, atingiu a marca de 2 milhões de exemplares só no primeiro dia de lançamento no Reino Unido.
A série teve seus quatro primeiros livros transformados em filme, e o quinto, "Harry Potter e a ordem da Fênix", deverá estrear nos cinemas ainda neste ano. A direção está a cargo de David Yates e a produção será novamente estrelada por Daniel Radcliff, que provocou polêmica por fotos em que aparece semi-nu. Questionada sobre seus projetos futuros em uma entrevista, ela disse, ironicamente, que seria um livro chamado "Harry Potter e a crise de meia-idade".
type=text/javascript> initZoom('mudaFonte');

Ainda no fim da década de 90, quando o mundo começava a ler as aventuras do bruxinho Harry Potter, criado pela escritora inglesa J. K. Rowling - e que já venderam, entre os seis primeiros volumes, mais de 325 milhões de cópias em todo o mundo, em 64 idiomas diferentes -, um leitor brasileiro "muito desaforado" mandou uma carta para Lia Wyler, tradutora do livro (e que viria a se tornar tradutora de toda a série) no Brasil. Ele tinha calculado que Lia poderia traduzir e revisar 96 páginas por semana, 348, em quatro semanas, e que a editora levaria mais 14 dias para lotar as prateleiras brasileiras com a versão em português das aventuras que ele estava ansioso para ler. Causou gargalhadas em Lia e seus colegas tradutores.
O processo não é tão ágil quanto o leitor pensava, mas é, sim, apressado. "Harry Potter and the deathly hallows", sétimo e último volume sobre o aprendiz de feiticeiro, com título provisório de "Harry Potter e as insígnias mortais", só chega às mãos de Lia Wyler depois de 21 de julho, quando será lançado oficialmente na Inglaterra, e, em seguida, em todo o mundo, em inglês. Certamente, será lido no original pelos mais ansiosos, que já engrossam as filas virtuais de pré-compra. Isso "provocará enorme pressão para traduzi-lo em tempo de entregá-lo antes do Natal", adianta Lia, que resume, assim, sua rotina quando está diante das histórias de Potter: "Como, durmo e vejo o jornal na TV. Todo o resto do tempo é dedicado à tradução".
Como dizia o saudoso Renato Russo, "que país é esse?"
* 68.520 agressões contra crianças foram registradas no Brasil em 2006. Foram 5.710 casos mensais de humilhação, de surras, de violência sexual, de negligência. Ou 190 por dia. Ou 7,9 por hora. Os maiores agressores são os pais.
* 4.517 crianças tiveram suas vidas ameaçadas por castigos físicos em 2006 no Brasil.
Dessas, 2.579 eram meninos e 1.385 tinham menos de seis anos de idade.
* 549.402 furtos foram registrados no Estado de São Paulo somente em 2006.
São mais de 1505 furtos por dia. Ou 62 por hora. Ou mais de 1 por minuto.
E a vergonha continua ...
* A polícia consegue elucidar apenas 3% dos homicídios no Rio de Janeiro, enquanto nos Estados
Unidos uma média de 65% dos homicídios terminam esclarecidos e seus responsáveis, julgados.
* Somente no ano passado policiais de São Paulo eliminaram 705 pessoas. Sendo que 570 morreram porque resistiram ao trabalho da Polícia, segundo os registros da Secretaria de Segurança Pública. As outras 138 perderam a vida assassinadas por policiais que estão sendo investigados por homicídios culposos ou dolosos.
|
|
||